O que preciso transformar em mim para contribuir mais para o mundo que quero viver?

Nesse post, vamos conversar um pouquinho sobre essa frase e refletir como podemos começar olhar de maneira mindful para nossa realidade, conhecer nossas buscas e contribuir para a construção do mundo que queremos viver.



Nos tempos em que vivemos, é impossível não refletir sobre as mudanças que o mundo está passando. Nisso, reside uma grande oportunidade de refletir sobre o mundo que queremos viver, e o que gosto muito nessa frase é o quanto temos mais liberdade, autonomia e ao mesmo tempo responsabilidade para construir o mundo que queremos viver. Somos agentes, protagonistas, e não meros expectadores de todo o movimento da vida.


Podemos fazer essa reflexão não apenas para o mundo externo, mas especialmente para o “mundo interno”, se é que eles são tão separados assim. E as primeiras perguntas que essa frase nos convida é: Qual minha visão de mundo? Com qual filtro eu escolho interagir com esses mundos, ou ainda, com qual “lente de consciência” eu escolho observar todo esse movimento desses mundos? Quanto estamos de fato conscientes disso, e trazendo essa intenção dia após dia?


Olhar para nós mesmos, e identificar o que podemos transformar em nós para construir o mundo que queremos viver, requer uma presença muito mindful de nossa parte. Precisamos estar conscientes, momento a momento, de nossas experiências, incluindo nossos pensamentos, nossas sensações, emoções e mesmo dos nossos comportamentos. Requer revisitar nossas intenções, monitorando e questionando “como queremos atuar no mundo”. Requer uma postura interna de aceitação, abertura, gentileza, generosidade, paciência, confiança...


E, se em nossa visão, o mundo que queremos viver inclui um mundo com menos sofrimento, envolve ainda a compaixão. Uma sensibilidade para o sofrimento que nós seres humanos compartilhamos, e um comprometimento de nossa parte em ter ações para aliviar esse sofrimento.


Então, veja se é possível deixar essa frase simplesmente repousar em sua consciência, e se abrir para o que quer que surja. Quem sabe isso possa te dar uma pista do que te faz sentido? Afinal, muitos de nós está em constante busca de seus propósitos... ter uma vida com mais significado e olhar para o mundo que queremos viver está intimamente conectado com isso. Quando eu digo "dar uma pista" é porque muitas vezes é isso mesmo! Um senso, um indício, um "algo" que aponta para uma possível direção... muitas vezes não é algo claro e concreto. Se constrói (e reconstrói) durante o percurso, como parte do percurso, e não como uma meta a ser alcançada. Se nos permitirmos tomar consciência disso, podemos reconhecer esse "algo meio nebuloso" ali presente e então escolher qual passo dar a seguir, quem sabe até mesmo testar se é esse o caminho que queremos seguir.


Ao mesmo tempo, atuar para construir o mundo que queremos viver está muito ligado a viver uma vida com maior coerência. Eu li uma vez, em algum lugar, que viver de maneira coerente com nossos princípios, valores e, acima de tudo, propósitos, promove uma verdadeira sensação de serenidade, paz e tranquilidade, especialmente em dias extremamente turbulentos. E de fato, tenho percebido isso tanto pessoalmente quanto profissionalmente, e assim a palavra “felicidade” começou a ganhar um novo significado.


Construção de justiça e igualdade? Paz? Reforma íntima? Conquistar sonhos inclusive materiais? Desenvolvimento da humanidade em si? Causas sociais ou ambientais? Proteção de animais? Alguma dessas coisas em um contexto micro, um contexto macro? As possibilidades são infinitas, mas sempre começam dentro de nós. Em um alinhamento do interno com o que externamos, sejam por palavras ou ações.


Então, não está e nem nunca esteve na ação em si. Mas na sua realidade, e na sua coerência de ações diante disso. Curiosamente, o mundo que eu quero viver passa pela minha realidade, assim como o mundo que você quer viver passa pela sua realidade. Por esse motivo, não é algo fixo e imutável, mas bastante dinâmico. Sequer precisa ser uma coisa só. E eu acredito, de verdade, que existe espaço para todos eles existirem, numa forma muito bonita de realmente respeitar e acolher – e, por que não, amar? - a diversidade. Se você me perguntar, esse é o mundo que quero viver.


Uma coisa que me surpreendeu bastante nessa jornada é o quanto, na verdade, começa com escolhas / ações muito simples! Decisões aparentemente irrelevantes, mas que funcionam como grandes adubos para “floresceres” maiores e mais profundos.


Entretanto, não é muito fácil quebrarmos paradigmas pessoais e até mesmo culturais para nos permitir isso! Envolve inclusive algumas perdas e despedidas. Acho que podemos levar uma vida inteira para começar a compreender e começar a caminhar nessa direção. Mas uma coisa eu percebi... uma vez que abrimos essa porta, conhecemos e iniciamos essa jornada, dificilmente conseguimos voltar atrás.


Por hora, por esse instante, que tal simplesmente repousar com essa pergunta e plantar essa sementinha de reflexão em seu coração?








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