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Autoapreciação? Eu mereço isso?

Hoje vamos falar um pouquinho da autoapreciação e como é comum termos dificuldade em reconhecer e valorizar nossas próprias qualidades. Você já tinha ouvido falar nessa palavra? Para começar, é preciso entender que a prática da autoapreciação envolve três componentes: autobondade, humanidade compartilhada e Mindfulness.
Autobondade significa expressar apreciação por nossas qualidades positivas, da mesma forma como faríamos com um bom amigo. Reconhecer que ter boas qualidades faz parte da condição humana nos ajuda a evitar sentimentos de superioridade e isolamento, promovendo a humanidade compartilhada.
Já o Mindfulness nos convida a prestar atenção às nossas boas qualidades e valorizá-las, em vez de ignorá-las ou minimizá-las. Sendo assim, a prática da autoapreciação não é egoísta, pois reconhece que as boas qualidades fazem parte de ser humano. E, também está ligada à sabedoria e gratidão, pois ao apreciarmos a nós mesmos, reconhecemos todas as causas e pessoas que nos ajudaram a desenvolver essas qualidades. Vamos dar um exemplo prático: Imagine que você foi criada(o) em uma família que valorizava a modéstia e a humildade. Pode ser que, ao longa da sua vida, você passou a ter dificuldade em aceitar elogios e apreciação, pois temia ser vista(o) como alguém arrogante. No entanto, ao praticar a autocompaixão, começamos a reconhecer e valorizar nossas boas qualidades, permitindo apreciar os elogios sinceros que recebemos diariamente. Essa simples mudança de perspectiva nos traz mais conexão e confiança nos nossos relacionamentos interpessoais. Logo, somos convidados a refletir sobre nossa própria relação com nossas boas qualidades. Como você reage a elogios? Sente-se confortável ou desconfortável ao apreciar suas próprias qualidades? Se houver desconforto, é importante explorar as razões por trás disso, como medo de arrogância ou isolamento. Através de exercícios de autoapreciação, é possível descobrir e reconhecer qualidades pessoais, bem como expressar gratidão às influências positivas em nossa vida. Mas, para algumas pessoas, a prática da autoapreciação pode ser desafiadora, especialmente se foram criadas em ambientes onde valorizar suas conquistas era considerado algo errado. Por isso é necessário paciência e compaixão consigo mesma(o) ao enfrentar essas dificuldades. Então, nós gostaríamos de deixar esse convite, de auto-observação com as seguintes perguntas:

1 - Como você se sente em relação à prática da autoapreciação? É algo que você valoriza ou considera desafiador?
2- Quais são as principais razões pelas quais você pode sentir desconforto ao apreciar suas próprias qualidades?
3 - Como você reage aos elogios que recebe? Você os aceita com facilidade ou tende a minimizá-los? Lembre-se que a autoapreciação nos permite viver de forma mais autêntica e plena, abrindo a porta para relacionamentos mais saudáveis e uma vida mais satisfatória. E então, vamos tentar? Abraços fraternos Quer saber mais? Siga acompanhando! Curta, comente e compartilhe! Referência: NEFF, Kristin; GERMER, Christopher K. Manual de mindfulness e autocompaixão: um guia para construir forças internas e prosperar na arte de ser seu melhor amigo. Artmed Editora, 2019.

Autoapreciação? Eu mereço isso?
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